domingo, 20 de dezembro de 2020

ENTREVISTA FACES OF DEATH

 

FALAR DO FACE OF DEATH E RELEMBRAR DAQUELE TEMPO FODA ,E NESSE NOVO ALBUM DA BANDA ,“Usurper of Souls” A BANDA NOS BRINDA COM UM SENÃO O MELHOR ALBUM DE 2020.. CONFIRAM A ENTREVISTA QUE EU FIZ A BANDA ..



1) BANDA É VETERENA NO CENARIO METAL BRASILEIRO , FORMADA EM 1990, COMO FOI O INICIO DO FACES OF DEATH?

O início sempre é instigante para qualquer banda. Éramos adolescentes querendo mostrar a verdade sobre as religiões. Como as religiões mentiam e continuam mentindo para enganar os pobres fiéis e roubar o dinheiro deles. Então usávamos nossa música para mostrar esse descontentamento para as pessoas e tentar abrir seus olhos.




2) EM 2017 A BANDA GRAVOU O EP Consummatum Est" e em 2018 lançam o álbum completo "From Hell" eleito pela mídia especializada entre os melhores lançamentos? COMO FOI ESSE PERIODO PARA A BANDA ?

Período rico, musicalmente falando, para todos nós! O EP abriu algumas portas, porém o “From Hell” mostrou que na cena havia algo novo, uma banda que queria fazer thrash/death sem firulas. Queremos resgatar aquela sensação dos anos 80/90, entende? Queremos que as pessoas saiam do show falando: Pqp os caras fazem metal verdadeiro e sem frescuras (risos).




3) O novo ALBUM “Usurper of Souls” É UMA PEDRADA NA ORELHA DOS BANGERS? COMO FOI A PRODUÇÃO E AONDE FOI GRAVADO?

Usurper of Souls foi gravado em São José dos Campos/SP e teve a produção de Friggi Mad Beats. Aliás, o Friggi também foi responsável pela produção do EP “Consummatum Est” e do álbum “From Hell”. Falamos para o Friggi que queríamos um disco com mais peso e brutalidade e acho que conseguimos.




4) “Usurper of Souls” nos remete ao Death Metal do passado, como são as composições do Faces of Death?

Nós escutamos muitas bandas dos anos 80/90, como Kreator, Exodus, Sepultura, Korzus, Metallica, Morbid Angel, Benediction, Slayer, Deicide, Desincarnate, Death, Monstrosity e etc...Então naturalmente nossa música sai uma mistura de tudo isso.

Geralmente, gravo alguns riffs e envio para a banda e então quando vamos para o estúdio vamos lapidando esses riffs e encaixando bateria. A música precisa ter início, meio e fim...entende?






5) PORQUE A BANDA TEVE ALGUNS HIATOS NO DECORRER NA CARREIRA? E O QUE ISSO ATRAPALHOU A BANDA?

A banda parou as atividades em 1996 e voltamos em 2016, ou seja, 20 anos depois. Paramos porque não estávamos mais conseguindo ensaiar toda semana, pois a banda é de Pindamonhangaba, interior de São Paulo, e fui morar em Santos, então não conseguíamos nos encontrar para ensaiar e decidimos dar um tempo.

Hoje, apenas eu moro em São Paulo, Capital e os outros membros da banda moram em Pindamonhangaba, então, eu acabo indo todo fim de semana para Pindamonhangaba para ensaiarmos. Então, não é nada fácil ter que rodar 300 km toda semana para ensaiar, mais é isso que temos no momento (Risos).





6) COMO ESTA SENDO ACEITO PELA MIDIA E PELO PUBLICO O NOVO ALBUM?

A resposta está sendo ótima, as pessoas entenderam que estamos fazendo um trabalho árduo e honesto para resgatar os tempos áureos do Metal. Escutamos coisas novas, é claro, porém hoje tem muitas bandas misturando vários estilos em suas músicas e acho isso excelente, mas nós não queremos isso. O Faces of Death é uma banda de Thrash Metal com algumas coisas de Death Metal. É isso que queremos manter!




7) O QUE O TEMPO E EXPERIENCIA TROUXE PARA O FACES OF DEATH?

Acho que nos manter firmes no que queremos, nos manter no foco do estilo que queremos fazer nossas músicas, ter mais paciência, entender como funciona os bastidores dos shows, nos posicionar para fazer o melhor para a cena.

Hoje, temos uma cabeça mais profissional e estamos fazendo o melhor para divulgar nosso trabalho. Temos que mostrar que existem outras bandas no Brasil que estão fazendo um excelente trabalho. As pessoas precisam abrir mais as cabeças e escutar algo novo. Se você mora em São Paulo os shows são sempre com as mesmas bandas e isso precisa mudar!




8) VIVEMOS EM UM MUNDO CAOTICO COMO A BANDA PROCURA SE ADEQUAR A ESSA NOVA REALIDADE?

Vivemos e crescemos no Brasil, amamos nosso país e sabemos do potencial dele, porém nossos políticos não foram educados para fazer o melhor para o outro, nossos políticos fazem o melhor pra eles e pra família deles e essa cultura de roubos e enganações conhecemos desde de que éramos crianças. Hoje vivemos uma disputa idiota entre direita e esquerda, mas nenhum desses lados fazem algo para o próximo. São todos farinha do mesmo saco, corruptos e safados. É ridículo uma banda ficar defendendo políticos, me dá vergonha quando vejo entrevistas de bandas defendendo políticos. No fim, os políticos são os religiosos filhos da puta que mais uma vez estão ditando as regras.







9) A ARTE DA CAPA E O MERCHAN DA BANDA ESTÃO MUITO FODA, QUEM FOI O ARTISTA POR TRAZ DESSAS ARTES?

Quem fez a arte da capa e encarte foi o Marcelo Vasco, que dispensa apresentações, porém deixamos ele à vontade para fazer o trabalho, enviamos as músicas do “From Hell” e algumas letras do “Usurper of Souls” para ele ter uma idéia. Quando recebemos a prévia, tipo ficamos sem palavras... O Marcelo é muito competente e profissional ao extremo. Por outro lado, é uma pessoa pé no chão e sem estrelismo!




10) GOSTARIA DE DIZER QUE É UMA HONRA ENTREVISTAR O FACES OF DEATH! DEIXE UMA MENSAGEM PARA A GERAÇÃO QUE NÃO CONHECE A BANDA ?E PARA SEUS FÁS?

Mantenha-se firme, não deixe ninguém te controlar e faça o melhor que puder sempre.

Para quem não nos conhece, escute e abra espaço para conhecer mais bandas do underground brasileiro, temos bandas excelente de norte à sul, de leste à oeste.

Nós que agradecemos pelo espaço e vamos em frente porque esperamos um 2021 melhor para todos!







Confira o repertório de “Usurper of Souls”:
1) Usurper of Souls
2) Empty Minds
3) Deep Agony
4) Monster Medium
5) Faith or Fear
6) Open Wounds
7) Killer…in the name of God
8) Death Virus
9) Warlord

Ouça o álbum nas plataformas de streaming em https://facesofdeath.hearnow.com/

Mídias sociais: @facesofdeath

Para adquirir a versão física do álbum e a nova camiseta da banda, entre em contato através do e-mail: facesofdeath@hotmail.com

CONFIRAM O FACE OF DEATH NA RADIO METAL 
https://soundcloud.com/radiorock-rock/radio-metal-3

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Slayer: a melhor música de cada álbum de estúdio

 






A série "A melhor música de cada álbum" ganha mais um capítulo. Desta vez, a discografia abordada é a da banda mais desgraçada que o mundo já viu, o SLAYER. O quarteto, que encerrou suas atividades em novembro de 2019, é o nome mais emblemático do thrash metal e sempre chamou a atenção pelo som violento e pelas letras polêmica.


Ao todo, a banda lançou 12 discos de estúdio, todos pautados pela brutalidade. Confira na lista a seguir qual a melhor música de cada um destes trabalhos. Aperte o play e boa viagem!



"Show No Mercy" (1983): "The Antichrist"

Hell Awaits" (1985): "Hell Awaits"

Reign In Blood" (1986): "Angel Of Death"

South Of Heaven" (1988): "South Of Heaven

Seasons In The Abyss" (1990): "Seasons In The Abyss"

Divine Intervention" (1994): "Dittohead"

Undisputed Attitude" (1996): "I Hate You"

Diabolus In Musica" (1998): "In The Name Of God"

God Hates Us All" (2001): "Disciple"

Christ Illusion" (2006): "Jihad"

World Painted Blood" (2009): "Hate Worldwide"

"Repentless" (2015): "Repentless"







Edu Falaschi anuncia capa e pré-venda de 'Vera Cruz': primeiro disco solo da carreira

 


Disco chega em maio de 2021, mas os fãs já podem garantir o kit especial do lançamento na pré-venda


Edu Falaschi revelou a capa de Vera Cruz, primeiro disco solo da carreira do artista, que chega em maio de 2021, mas os fãs já podem garantir o lançamento na pré-venda com um kit exclusivo e limitado para esta sexta, 18.

O disco teve o início das gravações em Novembro deste ano no Rio de Janeiro, com as mixagens e masterizações sendo realizadas na Europa, e os mesmos companheiros de banda de Falaschi que o acompanham desde o início da carreira solo: Aquiles Priester, Fábio Laguna, Raphael Dafras, Roberto Barros e Diogo Mafra.

A enigmática capa do disco, por sua vez, tem como inspiração uma estória fícticia que se passa na época colonial do Brasil por Portugal. Além da arte do álbum, o enredo do conto também serviram de inspiração para as faixas do projeto.

“Eu desenvolvi essa estória instintivamente e foi libertador. Escrever sobre as coisas em que acredito, num romance, de forma leve e poética me ajudou bastante a refletir e me posicionar sobre certos aspectos da vida”, afirma Edu sobre a capa do disco e o conceito das letras.

O lançamento do kit contará com um Digibook de capa dura, CD e DVD, livreto com o resumo da estória, letras, fotos, camiseta e caneca. Tudo virá dentro de uma caixa contextualizada e especial, além de estarem autogradas e com dedicatória personalizada pelo artista.

Confira abaixo a imagem do box de Vera Cruz.



domingo, 13 de dezembro de 2020

Megadeth: banda tocará no Knotfest Brasil em 2021

 




Além da banda liderada pelo vocalista e guitarrista Dave Mustaine, o Knotfest Brasil contará, claro, com o Slipknot, grupo responsável por fundar o festival. O line-up oficial será anunciado, na íntegra, no próximo mês de janeiro.

Antes da pandemia, José Norberto Flesch havia informado que o Faith No More também se apresentaria no Knotfest Brasil. Neste novo vídeo, em que confirma o Megadeth, o jornalista não citou a banda do vocalista Mike Patton.

Eddie Van Halen está entre os assuntos mais buscados no Brasil em 2020

 





O Google divulgou nesta semana os termos mais procurados na ferramenta de busca no Brasil em 2020, como faz todos os anos. Entre os assuntos mais buscados apareceu o nome de Eddie Van Halen, guitarrista que faleceu em outubro desse ano.

O Google Trends mostrou que o nome de Eddie apareceu em sexto lugar nos termos mais buscados no tema “morte” junto a Kobe Bryant, Naya Rivera, Chadwick Boseman, George Floyd e Ruth Bader Ginsberg. Além disso, ele também apareceu no sexto lugar na lista de músicos e bandas junto a Shakira, August Alsina, Adele, Doja Cat e Grimes.

Eddie Van Halen faleceu no dia 6 de outubro aos 65 anos após uma longa luta contra o câncer. Analisando além do Google Trends, a morte do músico impactou muitos fãs de rock que sentem uma falta enorme do ídolo. Entre várias homenagens que o guitarrista recebeu após seu falecimento, seu filho Wolfgang Van Halen lançou uma música em tributo

domingo, 6 de dezembro de 2020

ENTREVISTA TRIOXINE





1- A BANDA FOI FORMADA EM 2015. COMO FOI O INÍCIO DO TRIOXINE?


R: A banda começou com o Murilo Franco (guitarrista solo e vocal) e um outro amigo, Murilo Silva, mas era apenas um projeto de covers, principalmente de Violator, e com o passar do tempo, alguns riffs foram surgindo e formando as primeiras música do que seria Trioxine. O nome veio depois do Murilo Franco ter assistido o filme "O retorno dos mortos-vivos" e viu que o gás que fazia os mortos voltarem a vida se chamava Trioxin.


2 - A TRIOXINE GRAVOU SOMENTE UM EP O RISE FRoM THE GRAVE? AONDE FOI GRAVADO?


R: Até a data de hoje (03/12/2020) além do EP, temos nosso primeiro full album, "Bioterrorism" que será lançado em 2021, mas no nosso canal do youtube temos alguns vídeos ao vivo e ensaio de músicas que farão parte do full-length. Ambos os materiais foram gravamos no LEGACY STUDIO e mixado por Marcos Saraiva (NATIVE BLOOD), em Belém do Pará.








3 - COM TEMÁTICAS COMO APOCALIPSE ZUMBI, CENÁRIO DE GUERRAS, DOENÇAS E MORTES, QUEM É O LETRISTA DA BANDA?


R: As letras são produzidas em conjunto, Murilo Franco e eu (Ítalo Dourado - Guitarrista base). Nos baseamos nos diversos tipos de conteúdos que tenham relação com apocalipse zumbi. Seriados, jogos, filmes, outras bandas. A gente descreve um cenário pensando "e se fosse verdade" e relata como seria o mundo e as relações humanas nele.

4 - O SOM DO TRIOXINE É BEM DIFERENCIADO? QUAIS SÃO AS INFLUÊNCIAS DA BANDA JÁ QUE NA BIOGRAFIA CONSTA BANDAS ATUAIS COMO HAVOK E SUIDICAL ANGELS, BANDAS RELATIVAMENTE BANDAS NOVAS!?


R: Nós não somos presos a fazer um som old school, por isso bebemos de fontes novas, mas nós entendemos muito bem a importância que as bandas mais tradicionais tem em relação às bandas recentes. Por isso teremos uma grande surpresa no nosso full album que marca essa "passagem de bastão" das bandas antigas para atuais. Além das citadas, gostamos muito de Ultra-violence (Itália), Crisix (Espanha) e Terrifier (Canadá). E também estamos colocando elementos de outros estilos como o Death metal em nossas músicas, muito por influência de bandas como Vader, Hate, Deicide.

5 - COM ATUAL SITUAÇÃO DO MUNDO,VIVEMOS UMA PANDEMIA, COMO A BANDA SE SENTE EM RELAÇÃO A ISTO, ATÉ PORQUE SUAS LETRAS SÃO RELACIONADAS A PANDEMIA ATUAL!?

R: Acredito que nos adaptamos muito bem a este momento de pandemia e isolamento social. Estamos fazendo o possível para continuar a produção para a banda, prova disso seria que estamos finalizando as mixs do nosso trabalho, temos camisas sendo feitas neste momento e também compondo músicas novas que só farão parte dos futuros trabalhos. Por uma "terrível" coincidência, algumas letras do nosso album "Bioterrorism" e até mesmo do EP "Rise from the grave" descrevem um pouco como o mundo se encontra, como ele encara uma doença que de certa forma, devasta a humanidade.

6 - QUAIS OS PLANOS DA BANDA?


R: A idéia para 2021 é lançar o novo CD, divulgá-lo através de shows e também gravar nosso primeiro vídeo-clipe, mas deixando um caminho preparado para que tenhamos mais e mais produtos visuais. Gostamos muito de clipes e queremos também deixar nossa identidade visual registrada para o mundo. Mas isso tudo vai depender de como a sociedade vai está funcionando para que possamos fazer isso sem correr tantos riscos por conta do Coronavírus.

7 - COMO ESTÁ O CENÁRIO ATUAL DA CIDADE DE VOCÊS DIANTE DESSA PANDEMIA?


R: Hoje eu (Ítalo) moro em São Paulo, capital, e aqui voltamos para a fase amarela, ou seja, mais infectados e um aumento no número de mortos. Já em Belém, onde o Murilo se encontra, acho que está entrando na fase verde, mas teve muitos casos e muitas pessoas, inclusives amigos conhecidos que foram infectados. Esperamos que tudo isso passe logo.

8 - O LYRIC VIDEO DA BANDA E MUITO BEM PRODUZIDO, QUEM FOI O PRODUTOR DOS DESENHOS QUE LEMBRA MUITO O "DEATH"?


R: Obrigado! O lyric vídeo foi produzido pelo nosso amigo, Raoni Joseph, o qual já fez trampos para outras bandas paraenses e também para o Nervochaos. Já a arte gráfica e logo foram feitas pelo Diogo Ferreira, o mesmo que trabalha com o Disgrace and Terror, Warpath e também trampa com bandas internacionais.

9 - DEIXE UM RECADO PARA OS FÃS DO TRIOXINE:


R: 2020 foi um ano conturbado pra todos nós, mas informamos que os trabalhos não pararam, justamente para entregar algo de qualidade à todos vocês. Esperamos que todos estejam bem e firmes para que quando normalizar
Hail headbangers tmj
THRASH TILL AFTER DEATH!



https://www.facebook.com/trioxinethrash
https://www.youtube.com/watch?v=wN8jE3_2HdA&ab_channel=TrioxineThrashMetal


ENTREVISTA POR ALEX MARTINS

domingo, 2 de agosto de 2020

Dynazty















Ainda pouco conhecido no Brasil, mas extremamente elogiado por aqueles que já tiveram a chance de ouvir qualquer um de seus álbuns, o quinteto formado em 2007 por músicos já muito talentosos e ainda bastante jovens na época, carrega nas costas uma carreira construída sobre excelentes trabalhos de estúdio – sete no total. A atual formação, composta por Nils Molin (vocal), Georg Härnsten Egg (bateria), Jonathan Olsson (baixo), Love Magnusson e Mikael Lavér (guitarras), conta ainda com ligações com outros expoentes e lendas do rock e do heavy metal, através do trabalho paralelo de seus músicos com artistas como Dee Snider, Till Lindemann e Amaranthe




Do hard rock dos três primeiros álbuns ao heavy metal melódico dos quatro últimos, nada no som do Dynazty pode ser definido como exagerado e tampouco simplório. Com melodias cativantes, solos de guitarra muito bem executados, baixo e bateria competentes e criativos, além de um vocalista com uma das vozes mais marcantes de sua geração, a banda consegue ter uma sonoridade entre o tradicional e o moderno, sem parecer apenas uma cópia datada de artistas dos anos 80, tampouco escorregar para uma sonoridade plástica e descartável.






Em seu álbum mais recente, lançado em abril deste ano e intitulado The Dark Delight, produzido pela própria banda e mixado por Jacob Hansen (Avantasia, Katatonia, U.D.O.), a banda incorpora ao som elementos que vão do western ao celta, passando pelo vocal gutural de Henrik “GG6” Englund (Amaranthe), que atuou como músico convidado em duas músicas. Conversamos com a banda sobre este trabalho, bem como sobre a vida no meio musical e a possibilidade de, em algum momento futuro, realizar shows na América do Sul. Confira abaixo:










Primeiramente, conte um pouco sobre o último álbum, The Dark Delight. O que inspirou o álbum, como foi o processo de gravação, a recepção pela crítica e fãs…

Nils Molin: Começamos a escrever The Dark Delight no primeiro trimestre de 2019 e escrevemos entre turnês ao longo da primavera, verão e outono. Finalmente começamos a gravação em novembro e terminamos o álbum antes do Natal. A inspiração foi, como sempre, escrever o melhor álbum possível, com ênfase em uma produção grandiosa e na dinâmica das músicas. A recepção foi extremamente positiva. Não poderia imaginar nada melhor, de verdade. Tem algo para todo mundo neste álbum.




Georg Härnsten Egg: Eu acho que assumimos alguns riscos indo um pouco mais para o pop em algumas músicas, como “Waterfall”. Não sabíamos como seria a recepção, mas até agora tem sido ótima. Estou especialmente impressionado com a recepção de “Presence of Mind”. Realmente decolou de uma maneira que eu não esperava. O processo de gravação foi assim: gravei a bateria no estúdio do Jacob Hansen na Dinamarca e os outros caras gravaram em seus estúdios domésticos. Para a bateria você precisa de uma sala grande e de alguém com grandes habilidades de engenharia para colocar todos os microfones, etc. É por isso que preferimos contratar um estúdio grande para as gravações de bateria e fazer o resto sozinhos. A mixagem foi feita pelo Jacob Hansen. Eu acho que é um som fenomenal, muito grande e ainda assim compact







Notamos que o álbum tem algumas influências eletrônicas, lembrando a sonoridade do próprio Amaranthe, banda da qual você, Nils, também faz parte. Algumas partes mais progressivas, algo como Fates Warning, outras mais agressivas, lembrando Pantera, também algo mais western, e até celta. Quais foram as influências de vocês neste álbum, e quais bandas ou estilos vocês gostam em geral?










Nils: Como sempre, temos uma grande variedade de influências. Ouço desde os velhos tempos do hard rock e do heavy metal, até muitas bandas e artistas atuais. Neste ponto, temos um som e um estilo muito desenvolvidos, de modo que a escrita ocorre naturalmente sem a necessidade de muitas influências externas.


Georg: Eu realmente não sei o que inspirou a composição (risos) Pessoalmente, ouço muito pop/rock mais antigo no momento – Level 42, Phil Collins e Sting, por exemplo.




Parece uma dinâmica comum nas letras da banda o fato de que certos temas reaparecem sob uma certa ótica diferente daquela observada na primeira vez em que foram abordados. Isso é perceptível, por exemplo, em “The Black”, que parece ser uma continuação do tema desenvolvido inicialmente em “The Grey”. Neste álbum, o tema “escolhas” aparece em dois momentos e formas diferentes: em “Presence of Mind” a letra diz que “nós temos a escolha de nos levantarmos e aprendermos (N.T.: no original, “we have the choice to rise and to learn”)”, enquanto em “Paradise of the Architect” a letra pondera sobre “como enxergamos a ilusão da escolha” (N.T.: “how do we view the illusion of choice” no original)”. Isso é algo intencional, de forma que o álbum seria quase temático, ou é algo que ocorre inconscientemente durante o processo criativo?









Nils: Sim, “The Black” é uma continuação de “The Grey” do álbum Firesign. Em geral, eu gosto de manter essas conexões invisíveis percorrendo um álbum. Eu acho que é o meu estilo de escrever letras. O tema geral do álbum The Dark Delight é basicamente várias formas de tentação, que é um tema que também se estende ao longo do álbum.

Vocês trabalham, ou já trabalharam, em bandas paralelas ou com outros artistas tais como Pain, Joe Lynn Turner, Tiil Lindemann, De Van, Paralydium, Amaranthe… De que forma o trabalho em cada um delas contribuiu para a formação dos músicos que são hoje? Houve algo que a experiência com eles tenha ensinado a vocês sobre o mercado musical ou sobre a atividade em si?




Georg: Sim, eu trabalho com Joe Lynn Turner e com o Paralydium, e trabalhei com muitos outros durante os anos. Dynazty é o meu foco principal. Você sempre aprende com a experiência. Com Dee Snider tive que aprender bumbo duplo, por exemplo. Tocar em musicais na Suécia me ensinou a ser realmente preciso com o tempo, para dar outro exemplo.










Com mais de dez anos de carreira, vocês certamente já passaram por altos e baixos. Qual foi a melhor e a pior fase da banda?




Love: É difícil dizer. A coisa tem seus altos e baixos de vez em quando. Manter o espírito vivo é a chave! Sem ele, você também pode terminar fazendo outra coisa. Negócios no meio musical não são uma jornada fácil…


Georg: Eu acho que os melhores tempos têm sido os recentes. Os shows estão esgotados, continuamos crescendo. É uma sensação incrível. Tivemos tempos difíceis, sim. Mas nós sempre nos divertimos. Nós transformamos situações difíceis em diversão, essa é a nossa grande força como grupo




or fim, existe algum recado que gostariam de deixar para os brasileiros:








Georg: Obrigado pelo apoio, isso importa muito! Mal posso esperar para ver todos vocês na platéia quando chegarmos!


Love: Muito obrigado pelo seu apoio! Sem vocês não poderíamos fazer isso. Um dos meus sonhos ir para o Brasil um dia, quem sabe! Mais uma vez, obrigado!


Nils: Obrigado por todo o apoio, continuem ouvindo nossas músicas e, especialmente, nosso novo álbum The Dark Delight! E até breve!