segunda-feira, 21 de agosto de 2023
domingo, 20 de agosto de 2023
Discografias Comentadas: Stevie Ray Vaughan
Neste artigo, pretendemos trazer a discografia do grande bluesman Stevie Ray Vaughan. Acompanhe!
Stephen Ray Vaughan nasceu em 3 de outubro de 1954, em Dallas, no Estado norte-americano do Texas.
Após lutar pelo sucesso nos anos anteriores, Vaughan fazia parte e excursionou com a banda Paul Ray and the Cobras durante grande parte de 1977, mas perto do final de setembro, depois que eles decidiram se voltar a uma direção musical mainstream, ele deixou a banda e formou a Triple Threat Revue, que incluía o cantor Lou Ann Barton, o baixista WC Clark e baterista Fredde Pharaoh. Em janeiro de 1978, eles gravaram quatro músicas em Austin, incluindo a composição de Vaughan, “I’m Cryin’”.Chris Layton
Em meados de maio de 1978, Clark saiu do grupo para formar seu próprio conjunto e Vaughan renomeou a banda para Double Trouble, nome retirado do título de uma canção de Otis Rush. Após o recrutamento do baixista Jackie Newhouse, Pharaoh desistiu, em julho, e foi brevemente substituído por Jack Moore, que havia se mudado de Boston para o Texas; ele tocou com a banda por cerca de dois meses. Vaughan então começou a procurar por um baterista e logo depois, conhecendo Chris Layton, o qual havia recentemente se separado do Greezy Wheels. No início de julho, Vaughan fez amizade com Lenora Bailey, conhecida como ‘Lenny’, que se tornou sua namorada e, finalmente, sua esposa. O casamento duraria seis anos e meio.
Vaughan também contratou Robert ‘Cutter’ Brandenburg como gerente de turnês, a quem ele conheceu em 1969. Dirigindo-se a ele como ‘Stevie Ray’, Brandenburg convenceu Vaughan a usar seu nome do meio no palco.
Em outubro de 1980, o baixista Tommy Shannon participou de uma apresentação do Double Trouble no Rockefeller, em Houston. Shannon, que estava tocando com Alan Haynes na época, participou de uma jam session com Vaughan e Layton no meio do set. Quase três meses depois, quando Vaughan ofereceu a Shannon a posição, ele aceitou prontamente.Tommy Shannon
Apesar de popular no Texas na época, o Double Trouble não conseguiu atrair a atenção nacional. A sorte do grupo mudou quando o produtor musical Jerry Wexler o recomendou a Claude Nobs, organizador do Montreux Jazz Festival. Nobs concordou em reservar o Double Trouble em 17 de julho. A apresentação foi encerrada com algumas vaias e desapontou Vaughan.
Na noite seguinte, o Double Trouble foi reservado no lounge do Casino Montreux, com Jackson Browne presente. Browne tocou com a banda até as primeiras horas da manhã e ofereceu-lhes o uso gratuito de seu estúdio de gravação pessoal no centro de Los Angeles. No final de novembro, a banda aceitou sua oferta e gravou dez músicas em dois dias. Enquanto estavam no estúdio, Vaughan recebeu um telefonema de David Bowie, que o conheceu após a apresentação em Montreux, e o convidou para participar de uma sessão de gravação de seu próximo álbum de estúdio, Let’s Dance. Em janeiro de 1983, Vaughan gravou a guitarra de seis das oito canções do álbum, incluindo a faixa-título e “China Girl”.
Em meados de março de 1983, Gregg Geller, vice-presidente de A & R da Epic Records, assinou com a Double Trouble, por recomendação do produtor musical John Hammond.Double Trouble
Com o sucesso de Let’s Dance, Bowie pediu a Vaughan que atuasse como instrumentista de destaque para a próxima turnê Serious Moonlight, percebendo que ele era um aspecto essencial do sucesso inovador do álbum. No final de abril, Vaughan começou os ensaios para a turnê em Las Colinas, no Texas. Quando as renegociações contratuais por sua taxa de performance falharam, Vaughan abandonou a turnê dias antes de sua data de abertura.
Em 9 de maio, a banda se apresentou no The Bottom Line, em Nova York, onde eles abriram para Bryan Adams, com Hammond, John McEnroe, Rick Nielsen, Billy Gibbons e Johnny Winter presentes. O desempenho rendeu a Vaughan uma crítica positiva publicada no jornal Nova York Post, afirmando que o Double Trouble superou Adams. Depois de adquirir as gravações realizadas no estúdio de Browne, o Double Trouble começou a montar o material para um LP completo.
Texas Flood [1983]
O álbum de estreia de Stevie Ray Vaughan foi lançado em 13 de junho de 1983, através do selo Epic Records. As gravações ocorreram entre 22 e 24 de novembro de 1982, no Riverside Sound, em Austin, Texas, Estados Unidos. A produção ficou por conta da própria banda, Stevie Ray Vaughan and Double Trouble, e Richard Mullen. O trabalho é aberto com uma faixa sensacional, que remete à década de 50, chamada “Love Struck Baby”. O clássico “Pride and Joy” possui letras sobre uma garota e um feeling espetacular da guitarra de Vaughan, incluindo um solo de guitarra arrepiante! A versão para “Texas Flood”, de Larry Davis, é indescritível, e a atuação de Stevie é digna de todos os elogios. Outra versão, agora para “Tell Me”, de Howlin’ Wolf, apresenta uma melodia divertida e contagiante. Encerra o lado A mais um cover, desta feita da banda Isley Brothers, com “Testify”, uma canção com profundo toque Soul, mesmo instrumental. Outra faixa instrumental abre o lado B, com “Rude Mood”, na qual Vaughan faz misérias com a guitarra e a bateria de Chris Layton divide o protagonismo. “Mary Had a Little Lamb” é outro cover, desta feita de Buddy Guy, contando com uma pegada Blues Rock incrível. “Dirty Pool” demonstra um sentido mais melancólico, com a guitarra de Vaughan praticamente em lamento, constituindo-se em uma música extraordinária. “I’m Cryin’” é outra faixa bem divertida e empolgante, com uma levada bastante maliciosa. Para encerrar o disco, outra faixa instrumental, a sorumbática “Lenny”. “Love Struck Baby” foi o primeiro single, sem maiores repercussões, enquanto “Pride and Joy” atingiu a 20ª posição da parada de Rock da Billboard. Texas Flood atingiu a 38ª posição da principal parada norte-americana, a Billboard 200, e ultrapassa 2 milhões de cópias vendidas apenas nos Estados Unidos. Muito mais importante que isto, Texas Flood é um álbum que atesta a genialidade de Stevie Ray Vaughan.
Após uma breve turnê na Europa, a Double Trouble se apresentou como abertura para o The Moody Blues durante uma turnê de dois meses na América do Norte. Depois de aparecer na série de televisão Austin City Limits, a banda fez um show com ingressos esgotados no Beacon Theatre, de Nova York. A revista Variety escreveu que o set de noventa minutos no Beacon “não deixou dúvidas de que esse jovem músico do Texas é de fato o ‘guitar hero’ da atualidade”.
Couldn’t Stand the Weather [1984]
Em janeiro de 1984, Stevie Ray Vaughan and Double Trouble foi ao estúdio Power Station, em Nova York, com produção da própria banda, com auxílio de Richard Mullen e Jim Capfer. A Epic Records lançou o disco em 15 de maio daquele mesmo ano. A instrumental e ‘roqueira’ “Scuttle Buttin’” abre o disco, em um ritmo acelerado. A magnífica “Couldn’t Stand The Weather” é repleta de malemolência e swing, em uma composição repleta de feeling e criatividade, com excelentes vocais de Stevie. A versão marcante para “The Things (That) I Used to Do”, de Eddie Jones, traz intensidade e um clima intimista para a obra. Para encerrar o lado A, Vaughan abala todas as estruturas com um cover sensacional para “Voodoo Child (Slight Return)”, de Jimi Hendrix, com o nome sutilmente alterado para “Voodoo Chile (Slight Return)”, com uma apresentação incrível de Stevie nas guitarras. O lado B é aberto com o toque sutil de “Cold Shot”, uma versão para a faixa originalmente composta por Michael Kindred e W. C. Clark. Outro cover matador é para “Tin Pan Alley”, em uma tour de 9 minutos de absolutos feeling, intensidade e paixão. “Honey Bee” é repleta de Boogie, em uma composição lotada de energia e de ritmo. A instrumental “Stang’s Swang” encerra o disco, com um Jazz vívido e envolvente. “Voodoo Child (Slight Return)” e “Cold Shot” alcançaram, respectivamente, as 26ª e 29ª colocações na parada US Rock da Billboard, com o single final “Couldn’t Stand The Weather” não repercutindo em termos de paradas de sucesso. O álbum Couldn’t Stand The Weather manteve a curva ascendente de sucesso de Stevie Ray Vaughan, conquistando a 31ª posição da Billboard 200 e também ultrapassando a casa de 2 milhões de cópias vendidas apenas nos Estados Unidos. De modo até surpreendente, pode-se dizer que Couldn’t Stand The Weather conseguiu a “impossível” missão de se igualar, em termos de qualidade, ao impressionante Texas Flood.
Em 4 de outubro de 1984, Vaughan encabeçou uma apresentação no famoso Carnegie Hall que incluiu muitos músicos convidados. A apresentação tinha um intuito de contribuição para a T.J. Martell Foundation’s, para financiar a pesquisa sobre câncer e leucemia. O público de 2.200 pessoas também contava com a esposa, a família e os amigos de Vaughan.
No dia seguinte, a Double Trouble fez uma aparição em uma loja de discos em Greenwich Village, onde assinaram autógrafos para os fãs. No final de outubro de 1984, a banda excursionou pela Austrália e Nova Zelândia. Nos dias 5 e 9 de novembro, eles tocaram em concertos com ingressos esgotados no Sydney Opera House. Ao retornar para os EUA, a Double Trouble fez uma breve turnê na Califórnia. Logo depois, Vaughan e Lenny foram para a ilha de Saint Croix, nas Ilhas Virgens dos EUA, no Mar do Caribe, onde passaram algum tempo em férias em dezembro. No mês seguinte, a Double Trouble voou para o Japão, onde eles apareceram em cinco apresentações.
Soul to Soul [1985]
Novamente com a produção da própria banda e de Richard Mullen, Soul to Soul foi gravado no estúdio Dallas Sound Lab, em Dallas, nos Estados Unidos, entre março e maio de 1985. A Epic Records o lançou em 30 de setembro daquele mesmo ano. “Say What!” é um Hard Blues Rock inspirado, contando com bastante distorção da guitarra de Vaughan, em solos infernais, e os teclados de Reese Wynans bem proeminentes. O trabalho de metais é mais notável em “Lookin’ Out the Window”, originalmente composta por Doyle Bramhall. Novamente os teclados dão as cartas em “Look at Little Sister”, com o saxofone de Joe Sublett comandando este cover da faixa de Hank Ballard. A melancolia é preponderante em “Ain’t Gone ‘n’ Give Up on Love”, oferecendo um grande destaque às guitarras de Vaughan, com o feeling único do guitarrista em efervescência. Para fechar a primeira metade, “Gone Home”, outro flerte ‘jazzístico’, em uma composição de Eddie Harris. Outro momento de Doyle Bramhall no disco é “Change It”, uma canção mais Rock. “You’ll Be Mine”, de Willie Dixon, possui um toque inegável de rockabilly, deixando-a ainda mais saborosa. “Empty Arms” tem Vaughan na bateria e Shannon, Layton e Wynnans nos vocais, em uma música mais contida. Uma versão pesada para “Come On (Part III)”, de Earl King, traz o rock ainda mais para a musicalidade do álbum. Encerrando o trabalho com uma melodia mais tristonha, está a tocante “Life Without You”. “Look At Little Sister” e “Change It” foram os singles e ambos, curiosamente, conquistaram a 17ª posição da parada US Rock da Billboard. Soul to Soul atingiu a 34ª colocação da principal parada norte-americana de discos. Longe de ser um álbum qualquer, muito pelo contrário, mas, mesmo assim, considera-se que Soul to Soul está em um nível mais baixo que seus antecessores. Ainda assim, vendeu 1 milhão de cópias apenas nos Estados Unidos.
Vaughan, que achava cada vez mais difícil tocar partes de guitarra e cantar ao mesmo tempo, queria adicionar outra dimensão à banda, então ele contratou o tecladista Reese Wynans para gravar em Soul to Soul; e ele se juntou à banda logo depois disso.
Após uma turnê de nove meses e meio, a Epic Records solicitou um quarto álbum da Double Trouble como parte de sua obrigação contratual. Em julho de 1986, Vaughan decidiu que eles gravariam o LP, Live Alive, durante três shows ao vivo em Austin e Dallas. Em 17 e 18 de julho, a banda realizou concertos com ingressos esgotados na Austin Opera House, e em 19 de julho, no Dallas Starfest. Eles usaram gravações desses shows para montar o LP, que foi produzido por Vaughan.
O álbum Live Alive foi lançado em 17 de novembro de 1986, e é o único LP oficial ao vivo que a Double Trouble lançou durante a vida de Vaughan, apesar de nunca ter aparecido na parada da Billboard 200. Vaughan admitiu posteriormente que não foi um dos seus melhores esforços.
Em 1960, quando Vaughan tinha seis anos de idade, ele começou a roubar as bebidas do pai. Atraído por seus efeitos, ele começou a fazer suas próprias bebidas e isso resultou em dependência de álcool. Enquanto Vaughan afirmou que ele experimentou, pela primeira vez, os efeitos da cocaína quando um médico lhe prescreveu uma solução líquida do estimulante como um spray nasal, tem sido relatado que sua primeira incursão com a droga foi em 1975, enquanto tocava com os Cobras.
Antes disso, Vaughan havia usado brevemente outras drogas, como cannabis, metanfetamina e Quaaludes, o nome comercial da metaqualona. Depois de 1975, ele regularmente bebia uísque e usava cocaína, particularmente misturando as duas substâncias juntas. Na turnê europeia de setembro de 1986, a situação chegara em um ponto crítico. No auge do seu abuso de substância, Stevie bebia 1 litro de uísque e usava sete gramas de cocaína por dia. (Craig Hopkins – Stevie Ray Vaughan – Day by Day, Night After Night: His Final Years, 1983–1990).
Em setembro de 1986, o Double Trouble viajou para a Dinamarca, para um tour de um mês pela Europa. Durante a madrugada de 28 de setembro, Vaughan adoeceu após uma apresentação em Ludwigshafen, na Alemanha, sofrendo de desidratação e ficou perto da morte, recebendo tratamento médico. O incidente resultou no seu check-in na The London Clinic sob os cuidados do Dr. Victor Bloom, que o avisou que ele estava a um mês de distância da morte.
Depois de ficar em Londres por mais de uma semana, Stevie retornou aos Estados Unidos e entrou no Hospital Peachford, em Atlanta, onde passou quatro semanas em reabilitação do abuso de substâncias; Shannon também se registrou em reabilitação na cidade de Austin.
Em novembro de 1986, após sua saída da reabilitação, Vaughan voltou para a casa da mãe em Glenfield Avenue, em Dallas, onde passou grande parte de sua infância. Durante esse tempo, a Double Trouble começou os ensaios para a turnê Live Alive. Embora Vaughan estivesse nervoso em se apresentar após alcançar a sobriedade, ele recebeu apoio. A turnê começou em 23 de novembro, na Towson State University, que foi a primeira apresentação de Vaughan com a Double Trouble após sua reabilitação.
Como a turnê progrediu, Vaughan estava ansioso para trabalhar em material para o seu próximo LP, mas, em janeiro de 1987, ele pediu o divórcio de Lenny, fato que o restringiu de todos os projetos até que o processo fosse finalizado.
Isso o impediu de escrever e gravar músicas por quase dois anos, mas o Double Trouble escreveu a música “Crossfire” com Bill Carter e Ruth Ellsworth. Em 6 de agosto de 1987, o Double Trouble apareceu no Austin Aqua Festival, onde tocaram para uma das maiores audiências de sua carreira. Após uma turnê de um mês como o show de abertura de Robert Plant, em maio de 1988, que incluiu um show no Maple Leaf Gardens em Toronto, a banda foi contratada para uma turnê européia, que teria 22 apresentações e terminou em Oulu, Finlândia, em 17 de julho. Este seria o último show de Vaughan na Europa.
In Step [1989]
Com produção da própria Double Trouble e de Jim Gaines, In Step (uma clara referência ao processo de reabilitação de Stevie) foi gravado entre 25 de janeiro e 13 de março de 1989, no Kiva Studios, em Memphis, e nos Sound Castle e Summa Studios, em Los Angeles, todos nos Estados Unidos. A Epic Records lançou o trabalho em 6 de junho daquele ano. “The House Is Rockin’” é uma canção espetacular, mais um Blues Rock repleta de ritmo e velocidade. “Crossfire” mantém a pegada da faixa anterior, apontando vocais insanos de Vaughan e sua guitarra totalmente endiabrada, em outro Blues Rock incrível. “Tightrope” é menos intensa e pesada, e conta até com uma leve influência country, em uma música inspirada e cheia de swing. A Double Trouble faz uma versão envenenada para a clássica “Let Me Love You Baby”, de Willie Dixon, com Vaughane Wynans em uma dobradinha encantadora. “Leave My Girl Alone” é uma canção com uma pegada mais melancólica, embora a guitarra de Vaughan continua bem pesada, em uma boa versão para a original de Buddy Guy. “Travis Walk” é curta e divertida, com um toque retrô, e andamento rápido. “Wall of Denial” traz bons vocais de Vaughan e seus solos de guitarra com muito feeling. “Scratch-N-Sniff” é um Blues divertidíssimo, demonstrando um balanço cativante, com ótimo aspecto dançante. O cover para “Love Me Darlin’”, com direito a Fuzz Face, é simplesmente brilhante, encontrando um Vaughan afiadíssimo nos solos. Encerrando o disco, tem-se a notável “Riviera Paradise”, de inspiração jazzy, uma música que dispensa qualquer tipo de comentário. Quatro singles foram retirados de In Step, com “The House Is Rockin’”, “Wall of Denial” e “Tightrope” alcançando as 18ª, 46ª e 14ª colocações na parada US Rock da Billboard, respectivamente. O single de “Crossfire” realizou o feito de ficar com o 1º lugar dessa mesma parada. In Step atingiu a 33ª posição da Billboard 200, vendeu mais de 2 milhões de cópias apenas nos Estados Unidos e venceu o Grammy na categoria Best Contemporary Blues Performance, em 1990. Enfim, se não for o melhor, In Step é um sério candidato a este posto na discografia de Vaughan.
Após o divórcio de Vaughan com Lenora ‘Lenny’ Darlene Bailey ser finalizado, a gravação do quarto e último álbum de estúdio da Double Trouble, In Step, começou. Inicialmente, Stevie possuía dúvidas sobre suas habilidades musicais e criativas depois de alcançar a sobriedade, mas ganhou confiança à medida que as sessões progrediam. As notas do álbum incluem a citação; ‘graças a Deus o elevador está quebrado’, uma referência ao programa de doze passos proposto pelos Alcoólicos Anônimos (AA).
Pouco antes da produção do álbum estar completa, Vaughan e aDouble Trouble apareceram em uma festa presidencial em Washington, com George H. W. Bush.
Em 1990, Vaughan gravou um álbum com seu irmão Jimmie, sob o nome Vaughan Brothers, chamado Family Style, lançado pela Epic Records em 25 de setembro daquele ano (assunto para um futuro post). Na segunda-feira, 27 de agosto de 1990, Vaughan e integrantes da comitiva de Eric Clapton fizeram uma jam session no Alpine Valley Music Theater, no Alpine Valley Resort, em East Troy, no estado norte-americano de Winconsin. Depois, eles decolaram para o Aeroporto Internacional de Midway, em Chicago, em um helicóptero, a forma mais comum de entrar e sair do local, pois só há uma única entrada, também utilizada pelo público.
No começo da tarde daquela segunda-feira, um helicóptero do modelo Bell 206B caiu nas proximidades de uma colina de esqui, na localidade de East Troy, no estado norte-americano de Winconsin, pouco depois de decolar. Todos os seus cinco ocupantes morreram imediatamente.
No helicóptero estavam o piloto Jeff Brown, o agente Bobby Brooks, o guarda-costas Nigel Browne, o manager de turnê Colin Smythe e o músico Stevie Ray Vaughan, este, com apenas 35 anos de idade. A investigação subsequente determinou que a aeronave partiu em condições de nevoeiro, com visibilidade supostamente abaixo de duas milhas de acordo com uma previsão local. O relatório do National Transportation Safety Board afirmava: “Quando o terceiro helicóptero estava partindo, ele permaneceu em uma altitude menor que os outros, e o piloto virou para o sudeste em direção ao terreno. Subseqüentemente, o helicóptero caiu em terreno montanhoso a cerca de dois quintos de milha do ponto de decolagem”.
Os registros da Administração Federal de Aviação (FAA) mostraram que Brown estava qualificado para voar por instrumentos em um avião, mas não em um helicóptero. Testes toxicológicos realizados nas vítimas não revelaram vestígios de drogas ou álcool em seus corpos.
A morte e o funeral de Vaughan foram uma verdadeira comoção. Estima-se que cerca de 3 mil pessoas participaram do cortejo até o cemitério Laurel Land de Dallas. Entre os convidados estavam nomes como Stevie Wonder e ZZ Top.
O túmulo de Vaughan diz: “Thank you… for all the love you passed our way”.
Um quinto e último álbum de estúdio de Stevie Ray Vaughan and the Double Trouble, contendo gravações que abrangem a maior parte de sua carreira foi lançado cerca de um ano após a morte de Vaughan. O álbum apresenta dez faixas inéditas, gravadas entre 1984 e 1989. Apenas uma canção, “Empty Arms”, apareceu em um dos álbuns anteriores do grupo. As músicas foram compiladas pelo irmão de Stevie, Jimmie Vaughan, como um veículo para lançar a faixa-título.
The Sky is Crying [1990]
The Sky Is Crying é o quinto álbum de estúdio e, na realidade, uma compilação de gravações inéditas de Stevie Ray Vaughan and the Double Trouble, que vão de janeiro de 1984 a maio de 1989. Além da própria banda, Jim Gaines, Richard Mullen e Jim Capfer recebem créditos de produção. O trabalho foi lançado, pela Epic Records, em 5 de novembro de 1991. “Boot Hill” é um Blues padrão, embora criativo, com excelentes vocais de Stevie. A versão magnífica para “The Sky Is Crying” é simplesmente de arrepiar, especialmente, quando Vaughanfaz sua guitarra “chorar”, refletindo o feeling monstruoso que ele possuía. “Empty Arms”, desta feita, está com o andamento mais veloz, enquanto serve para introduzir uma versão inacreditável para “Little Wing”, do mestre Jimi Hendrix. “Wham” é puro Rockabilly e se opõe ao Blues pesado e lento de “May I Have a Talk with You”, em um cover deveras sentimental para a faixa de Howlin’ Wolf. “Close to You”, de Willie Dixon, ganha o peso da guitarra infernal de Vaughan ao mesmo tempo em que a versão para “Chitlins con Carne”, de Kenny Burrell, traz à tona a veia jazzy da Double Trouble. A autoral “So Excited” é um típico Hard Blues Rock, furioso e intenso, com a cara de Vaughan. Para finalizar o trabalho, a acústica “Life by the Drop”, uma belíssima composição tocada por Steviecom um violão de 12 cordas. Os três singles lançados foram “The Sky Is Crying”, “Empty Arms” e “Little Wing”, as quais atingiram, respectivamente, a 2ª, 3ª e 26ª posições na parada US Rock da Billboard. O álbum alcançou a 10ª colocação da Billboard 200 e ultrapassou a marca de 2 milhões de cópias vendidas.
A versão para “Little Wing” propiciou à Stevie Ray Vaughan and Double Trouble um Grammy na categoria Best Rock Instrumental Performance, em 1993. Em 1992, ainda tentando faturar um troco, a Epic Records lançou o segundo álbum ao vivo do conjunto, In the Beginning, creditado a Stevie Vaughan and Double Trouble, com uma apresentação da banda em 1º de abril de 1980, transmitida pela rádio KLBJ-FM.
Vaughan venceu cinco W. C. Handy Awards e foi postumamente introduzido no Blues Hall of Fame, em 2000.
Suas vendas de álbuns nos EUA estão em mais de 15 milhões de unidades. Family Style, lançado logo após sua morte, ganhou o prêmio Grammy de 1991 na categoria de Best Contemporary Blues Album.
Em 2003, a revista norte-americana Rolling Stone classificou Vaughan em sétimo lugar entre os 100 Maiores Guitarristas de Todos os Tempos. Ele também se tornou elegível para o Hall da Fama do Rock and Roll, em 2008, mas não apareceu em uma lista de indicações até 2014, sendo introduzido ao lado da Double Trouble em 2015. A revista Guitar World classificou-o como o 8º lugar em sua lista dos 100 maiores guitarristas.
Em 1994, a cidade de Austin, Texas, ergueu o Stevie Ray Vaughan Memorial na trilha ao lado do Lago Lady Bird.
Ao todo, Stevie Ray Vaughan têm 6 álbuns de estúdio, 7 álbuns ao vivo, 9 coletâneas, 5 Vídeos, 8 videoclipes, 4 EPs e 33 singles.
Tomas Skogsberg: Metal Moderno o verdadeiro som do Death metal.
Nas profundezas da floresta sueca, rastreamos um produtor cujo trabalho definiu o som do metal moderno.
Localizado a cerca de uma hora de carro a nordeste de Estocolmo e a poucos minutos da cidade mais próxima, Gräddö, o local de nascimento do death metal sueco fica tranquilamente na floresta. Nas últimas três décadas, este celeiro-estúdio convertido produziu sua assinatura 'Sunlight Studio Sound', e o homem responsável é o produtor, engenheiro e proprietário do estúdio Tomas Skogsberg.
Skogsberg aprendeu seu ofício trabalhando em estúdios convencionais em Estocolmo, mas achou o ambiente restritivo e queria buscar uma abordagem mais original para capturar sons. "Eu estava trabalhando em alguns estúdios com pessoas que pensavam em uma caixa", lembra ele de seus primeiros anos. "Eu apenas diria a eles para não olharem para os medidores VU, mas ouvirem os alto-falantes, mas era difícil fazê-los fazer isso. Então decidi que tinha que começar meu próprio estúdio - mas era um longo caminho para chegar lá."
Eventualmente, ele tomou a decisão de seguir sozinho e, em 1982, montou o primeiro Sunlight Studios em Estocolmo. "Comecei primeiro com um gravador de duas pistas", diz ele. "Então mudei para oito faixas e depois para 16 faixas. E demorei alguns anos até começar a fazer algumas coisas comerciais para ganhar dinheiro suficiente para poder fazer isso."
Em 2002, Skogsberg mudou o estúdio para sua localização atual no país. "Trabalhei em Estocolmo por cerca de 15 anos e foi um pouco mais estressante por causa da cidade grande e tudo mais que veio com ela. Prefiro fazer em um lugar muito mais tranquilo e descontraído. Talvez não influencie o soar diretamente, mas definitivamente a abordagem de gravação e suavidade ao trabalho, já que você está em um lugar no campo onde é mais descontraído."
A mudança para o campo também permite que os artistas fiquem na pequena casa ao lado. Sem a maioria dos luxos modernos, oferece a atmosfera perfeita para criar e focar em nada além de música.
No que diz respeito ao próprio estúdio, porém, os princípios de Skogsberg permanecem inalterados. "No começo e até agora, eu tinha equipamentos baratos; e mesmo antes disso, eu tinha microfones muito baratos e coisas assim. Eu realmente gosto do som do equipamento barato em vez do material caro, porque você obtém o som de graça e é totalmente único."
Quando a Morte Vem Chamar
A busca de Skogsberg para capturar sons originais valeu a pena quando, em dezembro de 1989, um grupo de adolescentes de Estocolmo entrou no Sunlight Studios. Dois dos membros do grupo, o baterista Nicke Andersson e o guitarrista Alex Hellid, já haviam tocado juntos sob o apelido de Nihilist. Adicionando o guitarrista Uffe Cederlund e o vocalista Lars-Göran Petrov às suas fileiras, eles se renomearam como Entombed e começaram a trabalhar gravando seu álbum de estreia, com engenharia e produção de Skogsberg.
Quando o álbum Left Hand Path foi lançado no ano seguinte, rapidamente definiu o gênero conhecido como death metal sueco. "Eu tinha trabalhado com algumas bandas antes do Entombed que tinham o mesmo tipo de música", diz Skogsberg, "mas não encontrei esse som verdadeiro até trabalhar com o Entombed. Éramos como um time. Uffe Cederlund, o guitarrista do Entombed era um guitarrista muito bom, então foi muito fácil trabalhar com ele. Poderíamos tentar coisas diferentes juntos, tentaríamos isso e aquilo. E em algumas horas, tínhamos tropeçado no som. Mas era não era como, 'Oh uau, o que criamos aqui?' Era mais como, 'Este é o som!
Conforme a notícia se espalhou, outras bandas bateram à porta do Sunlight na expectativa de que Skogsberg pudesse fazer o mesmo por eles. "Algumas bandas me disseram que, embora quisessem um som parecido, não queriam soar como o Entombed", lembra ele. [Sunlight Studios] e esse é o som que eu gosto. E às vezes eles diziam, nós queremos esse som, mas não o som do Entombed. No entanto, era o mesmo som, eles só não queriam chamá-lo de som do Entombed porque não queriam queria copiar outra banda, mas não havia problema em apenas fazer o som, já que era um som muito semelhante o tempo todo.
"O importante, porém, é que você tem que tocar no clima certo para obter o som. Alguns dos caras não conseguiam lidar com o som exatamente como Uffe e muitos dos outros guitarristas faziam. Lembro que muitos dos meus amigos engenheiros eram todos como , 'Isso é muito parecido com o som do death metal americano.' Eu discordei, pois aquele som americano era mais como 'in a can' com forte ênfase no som do baixo. Não gostei. Queria mais um som de médio porte."
Tomas Skogsberg: "Como trabalho com death metal e muitas coisas com sons semelhantes, 90% do tempo, esse pedal Boss HM-2 é o som com o qual trabalho principalmente.
Medicando a gama média
A chave para o som da guitarra do Sunlight Studios é o pedal Boss HM-2 - com todos os botões girados ao máximo.
Essa ênfase na faixa intermediária é um dos elementos-chave que diferencia as produções de Skogsberg das demais, tanto que lhe deu o apelido. "Eu gosto de mid-range, então eles me chamam de Doutor Mid-range!" ele afirma.
É um som que vem principalmente do pedal Boss HM‑2 — o H e M significam Heavy Metal — com os botões girados ao máximo. Juntamente com guitarras afinadas em C# ou mesmo C, a saturação resultante produz o tom de guitarra 'buzzsaw', marca registrada. "Para sons de guitarra de metal extremo, prefiro o pedal Boss HM-2 com grande parte dos médios no lugar. Também gosto do som do amplificador Marshall; com outro tipo de rock & roll, como punk rock, tenho que pensar de uma maneira diferente, então o som Marshall é algo que vou considerar. Mas como trabalho com death metal e um monte de coisas com sons semelhantes, 90 por por cento do tempo, esse pedal Boss HM-2 é o som com o qual trabalho principalmente."
Para capturar o tom buzzsaw, Skogsberg depende principalmente de microfones dinâmicos baratos. "Tenho um AKG SolidTube, mas só o uso para violões e vocais", explica ele. "Não uso esse microfone para gravar guitarras elétricas. Para guitarras elétricas, uso um Audio-Technica AT41 e, às vezes, um Shure SM57. Usarei apenas um microfone e sempre estarei microfonando próximo ao alto-falante. O AKG I também usarei, por exemplo, em uma parte de guitarra com som de blues onde você deseja manter algum reverb ou algo acontecendo. Esse é um microfone muito bom para usar, mas não para heavy metal. Vou usar um microfone diferente para isso, mas principalmente meu O microfone ideal é o Audio-Technica."
Enquanto a guitarra distorcida é o pão com manteiga do Sunlight Studios, Skogsberg também tem ouvido para bons tons de violão. É algo que ele encontrou pela primeira vez quando adolescente ouvindo o álbum Hunky Dory de David Bowie de 1971, e ele destaca a faixa 'Queen Bitch' como seu som de violão Holy Grail. "É um som de guitarra com muito mais brilho e uma equalização que valoriza muito mais os graves", afirma. "Parece 'zing zing'. Pessoalmente, acho que a maneira inglesa de gravar sons de violão é a melhor."
Moda antiga
Embora a maioria dos estúdios hoje seja amplamente digital, usando DAWs e plug-ins modernos, o Sunlight continua sendo basicamente analógico. "Ainda tenho e uso um dos primeiros programas de software Logic lançados em 1995", diz Tomas Skogsberg. "Eu venho do mundo analógico, então tento fazer o computador soar como analógico. E às vezes tenho que usar pedais e outras coisas entrando no computador porque não gosto nada do som digital. Mas hoje em dia você tem que Trabalho dentro do mundo digital, pois não há engenheiros que consertem os gravadores, tenho uma configuração muito simples para decidir o som de uma gravação.
"Uma vez trabalhei com uma banda na época de conseguir o programa Logic, e eles gravaram os vocais em outro lugar. Então a banda veio com um computador e perguntou se eu poderia consertar os vocais que foram gravados no computador. Eu passei uma semana trabalhando nele e, embora tenha entendido como funcionava, fiquei com raiva no final. Ainda assim, as pessoas diziam: 'Você deveria experimentar o Pro Tools!' mas eu respondia: 'Não, é isso que [Lógica] vou usar agora.' Então eu aprendi e pronto. Tenho usado desde então."
Skogsberg não tem intenção de atualizar seu estúdio tão cedo ou trazer novos equipamentos. "Às vezes, vejo algumas novidades anunciadas em uma revista que me deixam interessado em experimentar", diz ele. “Mas, no final, posso ver e ouvir que não é a grande coisa que diz na revista, onde diz 'Esta é a novidade'. Há muitos anos, li um artigo sobre um novo equipamento que dizia que aquele equipamento mudaria sua vida para sempre. Não é assim. Às vezes, um baixista ou guitarrista me diz: 'Se você comprar este equipamento ele vai fazer o seu som.' Mas nunca é assim. Estou muito velho para pensar dessa maneira agora."
Vendo os dois lados
Quando se trata de produção, Tomas Skogsberg acredita que é importante ter uma mente aberta. "É muito importante para mim ouvir diferentes tipos de música e tentar não ter a mente fechada para mais nada. Quero ouvir com meus ouvidos e me sentir bem quando ouço a música. Uma das minhas favoritas O produtor é Rick Rubin. Ele trabalhou com diferentes tipos de música e músicos e fez isso muito bem. Sua abordagem, como nos álbuns de Johnny Cash, é muito analógica e muito acústica no som. Acho que esse é o ponto da música: mantenha essa sujeira dentro do quadro e não limpe muito, para que você possa sentir o ambiente. Às vezes, se o violão estiver um pouco gritando, como um feedback, guarde-o para o momento. Não o limpe.
Assim, embora o death metal seja o estoque de Skogsberg, ele está aberto a trabalhar com outras bandas, especialmente aquelas que são mais punk e voltadas para o rock. Seu trabalho com Backyard Babies em seus álbuns Total 13 (1998) e Making Enemies Is Good (2001) até lhe rendeu alguns discos de ouro. Embora sua abordagem para gravar atos não-metais seja diferente, sua mentalidade permanece a mesma. "Não é a mesma abordagem, mas é o mesmo pensamento, porque, para mim, não gosto da música mainstream que fica no meio", diz ele. "Gosto do lado esquerdo e do lado direito, mas nada no meio. Então tento fazer algumas coisas no som para torná-lo diferente. Por exemplo, com os Backyard Babies fizemos o álbum Total 13 originalmente com muito mais de um som punk, mas a gravadora não gostou. Então tivemos que refazer o álbum de forma bem mais suave. Eu me lembro de pular algumas músicas e eles [a gravadora] me ligaram com muita raiva e disseram, 'Como você pode pular essa música?' Eu sabia que tínhamos que fazer 'músicas de sucesso', mas não pensava assim. Eu estava pensando mais de uma forma punk. Essas faixas originais apareceram mais tarde em um EP Backyard Babies, Knockouts, onde você pode ouvir a diferença entre a versão punk original em comparação com a versão mais polida."
Perguntado de qual de suas produções ele mais se orgulha, ele retorna à banda de metal à qual sempre estará associado. "Existem muitos", diz ele, "mas devo dizer Wolverine Blues [1993] do Entombed, porque é muito próximo do meu tipo de música favorito. É death & roll: uma mistura de death metal e rock & roll . É como o material do Motorhead. Esse é um disco que me deixa muito feliz."
No centro do Sunlight Studios está o orgulho e a alegria de Tomas Skogsberg: um mixer personalizado. "É uma velha mesa dos anos 80, e os botões EQ dela me ajudam muito. E por isso não quero trocar de equipamento.
"No começo, eu tinha uma combinação de 18:8:2 e agora é 36:16:2. Tenho um amigo que me ajuda com algumas coisas eletrônicas, e houve uma vez em que ele me ajudou a correr um pouco mais de eletricidade na mesa. Eu disse a ele: 'Vai soar como eu quero que soe.' Mas ele verificou e disse: 'Oh, não, há muita eletricidade entrando na mesa agora, então eu tenho que trocá-la.' E ele o fez. Mas eu pensei: 'Não, não é mais a mesma mesa', então fiz com que ele mudasse de volta. Ele me disse que, como havia muita eletricidade entrando nela, ele não podia prometer que um dia não iria explodir! Então eu o trato como um carro velho, só não toco nele. Talvez seja mágica ou truque, mas sinto que é algo bom para o som.
"Não sou engenheiro de som, sou produtor, mas esta é minha ferramenta. Não sei muito sobre a frequência exata ou o número dela. Não sou muito de termos técnicos ou abordagens. Sou mais sobre ajustar os botões e ouvir o som. Não me importo se é assim ou assim. Para mim, o importante é que soe bem. Muitas vezes, quando trabalho com engenheiros, é muito legal para mim porque só posso pensar no som e no que está acontecendo com os músicos e coisas assim. E vou deixar o engenheiro lidar com todas essas coisas de tecnologia."
quinta-feira, 17 de agosto de 2023
SUMMER BREEZE GERMANY 2023 - DAY 1: I'VE SEEN FIRE AND NO RAIN!
Rain in the forecast (thankfully) never materialized. First day of the annual German festival, outside the picturesque, Bavarian town of Dinkelsbühl, saw an international parade of stars across the main stage. Acts included Megadeth, Kataklysm, Epica, Soilwork and In Extremo. A full report will be posted next week. In the meantime, here's a glimpse of what happened, Day 1.
REVOCATION ANNOUNCE NORTH AMERICAN CO-HEADLINING TOUR WITH UNEARTH
Progressive death metal outfit, Revocation, will join Unearth for a North American co-headlining tour this fall. The journey, which begins on September 29 in Brooklyn, New York, makes its way through nearly two dozen cities, coming to a close on October 20 in Ottawa, Ontario.
Support will be provided by High Command and labelmates, Entheos. Tickets are on sale now. See all confirmed dates below.
TARJA TURUNEN: ÁLBUM AO VIVO “ROCKING HEELS: LIVE AT METAL CHURCH” É LANÇADO
Rocking Heels: Live at Metal Church é o documento de um concerto muito especial no cenário idílico da Wacken Church. O álbum, lançado hoje pela earMUSIC e é o primeiro lançamento da série ao vivo ‘Rocking Heels’. Além das plataformas digitais, ele também está disponível como edição em vinil 2LP Ltd. e CD Digipak em design de réplica de LP. Na frente de apenas 300 fãs escolhidos a dedo, este evento único abriu o Wacken Open Air Festival em 2016. Tarja Turunen apresenta arranjos únicos de clássicos do rock e heavy metal de seus artistas favoritos, incluindo “Numb”, do Linkin Park, “Alias”, do In Flames, “The Unforgiven”, do Metallica, músicas de Joe Satriani e Slipknot, bem como uma música do Nightwish e originais de Tarja. A voz evocativa de Tarja, um grupo íntimo de músicos e o cenário sagrado do Wacken Metal Church se combinam para transformar este cover de “Alias”, do In Flames em um hino à nossa humanidade e espírito compartilhados, apesar de nossas diferenças e aparências.
terça-feira, 15 de agosto de 2023
Evento “Behind The Music” será realizado neste sábado em Frederico Westphalen com o objetivo de desvendar os segredos da indústria musical
Neste sábado, dia 12/08, será realizado na cidade gaúcha de Frederico Westphalen o evento “Behind The Music”, uma iniciativa conjunta da Fuga Produções e do portal de notícias Arena Heavy, com o objetivo de desvendar os segredos por trás da engrenagem que impulsiona a indústria da música. Essa experiência única, que será realizada no Cine Globo Cinemas e também com a possibilidade de acompanhar online, reunirá renomados facilitadores, especialistas em diversas áreas relacionadas ao mundo da música, que compartilharão seu conhecimento e experiência com os participantes. Durante o evento, os participantes terão a oportunidade de mergulhar em palestras e workshops envolventes, abordando temas como business musical, produção de voz e guitarra, show business e tecnologia de palco, entre outros tópicos relevantes. Os facilitadores são profissionais experientes e conceituados em suas respectivas áreas, trazendo insights valiosos e dicas práticas para aqueles que desejam aprofundar seu conhecimento sobre a indústria da música e impulsionar suas carreiras nesse campo.
Além das palestras, o “Behind The Music” oferece uma atmosfera propícia para networking, permitindo que os participantes interajam e se conectem com outros entusiastas da música, artistas em ascensão e profissionais da indústria. Essa troca de ideias e contatos cria um ambiente estimulante para o crescimento e colaboração mútua. Se você é um músico, produtor, empresário da indústria musical ou simplesmente tem interesse em entender os bastidores desse mundo fascinante, o “Behind The Music” é uma oportunidade imperdível para explorar, aprender e se inspirar com os maiores nomes do ramo. Prepare-se para desvendar os segredos e impulsionar sua jornada na música!
Quem irá falar? Abaixo, apresentamos os experientes facilitadores que compartilharão suas experiências no evento:
Cristiano Poschi
Vocalista, compositor e empresário da banda Phornax. Fundador do portal Arena Heavy.
Tema: Profissionalizando e Gerenciando a Administração de uma Banda: Desafios e Estratégias.
Sebastian Carsin
Produtor musical, guitarrista e proprietário do Estúdio Hurricane em Porto Alegre.
Tema: Como o Metal transformou minha vida: Uma jornada de superação e autodescoberta.
Rafael Siqueira
Guitarrista, produtor musical e social do Complexo Cultural RR44.
Tema: A relação entre o músico e a indústria da música: endorsements, parcerias e carreira.
Ale Marks
Guitarrista, diretor musical e compositor do Phornax.
Tema: Explorando a Guitarra Pesada nos Dias de Hoje: Timbres Digitais e a Influência dos Conceitos Analógicos, Comparando Guitarra Rítmica e Guitarra Solo e Opções de Mercado para Guitarristas no Rio Grande do Sul.
Gui Antonioli
Cantor, instrumentista, compositor, comunicador e produtor. Vocalista do Tierramystica.
Tema: Desvendando a Arte da Pré-Produção, Produção e Arranjos Vocais: Orientações para Definir Linhas Melódicas, Timbres, Efeitos e Progressões
Luiz Alfredo Dittgen Miritz
Proprietário da empresa Som Maior Pro.
Tema: Explorando a Criatividade no Universo Tecnológico do Palco: Realidade e Inspirações.
Francis Thiele Campos
Luthier e proprietário da FTC Guitars.
Tema: Descubra os segredos por trás da arte da lutheria e mergulhe no fascinante mundo da construção de instrumentos musicais.
Não perca a oportunidade de vivenciar um evento transformador! Garanta seu ingresso e embarque nessa jornada única repleta de conhecimento, inspiração e conexões valiosas. Os ingressos para as sessões presenciais e virtuais podem ser adquiridos diretamente no site do evento, disponibilizado abaixo. A programação terá início às 14h, com a abertura comandada pelo radialista e produtor Luiz Nunes, mais conhecido como “Fuga”, da Fuga Produções e apresentador do programa “Na Mira do Rock”, que é apresentado todos os domingos numa rádio local.
Endereço do local:
Cine Globo Cinemas
R. Miguel Couto, 202 – Centro,
Frederico Westphalen/RS
Créditos da foto: Maicon Leite
Saiba mais:
Site: http://behindthemusic.com.br
Instagram: https://www.instagram.com/behindthemusic.23
Assinar:
Postagens (Atom)